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Para reforçar apoio ao dia
do trabalhador, comemorado na segunda, 1º de maio, a Pastoral Operária Nacional
divulgou nota na qual repudia a retirada dos direitos da classe trabalhadora.
No texto, a pastoral afirma que “o trabalho digno é direito de todos e lutar
por ele é dever de todos”.
Confira, abaixo, a nota na
íntegra:
Nota da Pastoral Operária Nacional sobre o 1º de Maio de 2017
O pão dos indigentes é a
vida dos pobres, e quem tira a vida dos pobres é assassino. Mata o próximo quem
lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o operário de seu
salário.”.
(Eclesiástico 34, 21-22).
(Eclesiástico 34, 21-22).
No dia internacional do
trabalhador e da trabalhadora, a classe trabalhadora enfrenta mudanças no Mundo
do Trabalho que prometem ser históricas na longa caminhada de conflitos entre
Capital e Trabalho.
Vivemos hoje o extremo da
ganância da burguesia capitalista, na qual os “donos do poder” declaram que não
bastam as reformas (trabalhista, previdência, terceirização, educação,
política), mas querem mais. Mesmo com tudo que as estruturas de poder político
e econômico tem feito, destruindo direitos conquistados com suor, sangue e vida
dos que trabalham, vendendo a única coisa que possuem, sua vitalidade, sua
energia, o sistema econômico ainda quer mais.
Assistimos atônitos, o
governo de Michel Temer, um Congresso Nacional sustentado em seus alicerces
pela corrupção, com o dinheiro daqueles que tudo produzem, tudo contribuem, com
pesados impostos e assistem a riqueza dos que vegetam como vermes por sobre a
miséria, fome e corpo sem vida por não ter o necessário para viver.
Cresce a fileira dos que
foram jogados para fora do direito ao trabalho, do direito a morar com
dignidade. Mas assistimos a ganância dos que corrompem com os que são
corrompidos, preocupados unicamente em acumular, mesmo que para isso destruam
sonhos, oferecendo a ilusão de uma sociedade de fartura que na verdade gera a
cultura do ter em detrimento do ser.
É nesta sociedade que
“Mata o próximo quem lhe tira seus meios de vida, e derrama sangue quem priva o
operário de seu salário” (Eclo 34, 22), que está a consumir “O pão dos
indigentes é a vida dos pobres” (Eclo 34, 21).
No livro do êxodo Deus disse: Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu grito por causa de seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que emana leite e mel (Ex 3,7-8).
No livro do êxodo Deus disse: Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu grito por causa de seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que emana leite e mel (Ex 3,7-8).
Deste modo, repudiamos
todas as reformas desse governo da maneira que está sendo imposta, a aliança
entre capital e política para retirar direitos da classe trabalhadora. E
reafirmamos que o trabalho digno é nosso direito, lutar por ele é nosso dever!
Por isso seguimos na defesa incondicional dos direitos do povo trabalhador, nas
organizações pastorais, sociais, nos partidos, sindicatos, sobretudo nas bases,
por nenhum direito a menos!
Que Deus nos ajude!
Pastoral Operária Nacional
Fonte: CNBB
Postado por: Pascom

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