Segundo o Papa, “a falta
de consciência do fato que a missão é de toda a Igreja, e não do padre ou do
bispo, limita o horizonte e – o que é pior – reduz todas as iniciativas que o
Espírito pode suscitar no meio de nós. Digamos claramente: os leigos não são os
nossos servos, nem os nossos empregados. Não precisam repetir, como
«papagaios», o que dizemos.
«O clericalismo longe de dar impulso às diferentes contribuições
e propostas, apaga pouco a pouco o fogo profético do qual a Igreja inteira é
chamada a dar testemunho no coração de seus povos. O clericalismo esquece que a
visibilidade e a sacramentalidade da Igreja pertencem a todo o povo de Deus e
não só a poucos eleitos e iluminados»”.
Francisco convidou a vigiar “contra esta tentação, especialmente
nos seminários e em todo o processo de formação. Os seminários devem pôr o acento no
fato de que os futuros sacerdotes sejam capazes de servir o santo povo fiel de
Deus, reconhecendo a diversidade de culturas e
renunciando à tentação de toda forma de clericalismo”.
“O sacerdote é ministro de Jesus Cristo, o protagonista que Se
torna presente em todo o povo de Deus. Os sacerdotes de amanhã devem formar-se
olhando para o amanhã: o seu ministério se realizará num mundo secularizado, e
isso exige, de nós pastores, discernir como prepará-los para realizar a sua
missão nesse cenário concreto e não em nossos «mundos ou situações ideais».”
“Uma missão que se realiza em união fraterna com todo o povo de
Deus. Lado a lado, impelindo e incentivando o laicato num clima de
discernimento e sinodalidade, duas caraterísticas essenciais do sacerdote de
amanhã.
“ Não ao clericalismo e a mundos
ideais, que só entram nos nossos esquemas, mas que não tocam a vida de ninguém.
”
O Papa convidou a “rezar, pedir ao Espírito Santo o dom de
sonhar e trabalhar por uma opção missionária e profética que seja capaz de
transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e
toda a estrutura eclesial se tornem um instrumento mais adequado para a
evangelização do Chile do que para uma autopreservação eclesiástica”.
“Não tenhamos medo de nos despojar daquilo que nos afasta do
mandato missionário”, concluiu o Pontífice.
Fonte: Radio Vaticano
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